
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Atalaia 25-10-2008

domingo, 5 de outubro de 2008
Atalaia 04-10-2008


Céu de Fogo - 01.10.2008
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Cunjunção em 06-07-2008
domingo, 6 de julho de 2008
Sábabo, 5/JUL/2008 - Mais Atalaia no seu Melhor !
Quando apareci, reparei logo existir animado e salutar ambiente de convívio, enquanto observavam e fotografavam e, como amigo dos patrícios, romanizei-me ou passei logo também a disfrutar do excelente clima astronómico.
Faço referência, 1º à presença de duas jovens astrónomas amadoras, habituais observadoras no local e, creio, futuras contribuidoras deste blog; sinceramente que gostei de ver como digitavam com mestria os comandos do seu telescópio Smith-Cassegrain 8” para encontrar os objectos celestes do seu agrado. Parabéns às duas e desejo que encontrem neste hobby a realização ou diversão que mais procuram, enquanto astrónomas. Depois à presença de um meu homónimo, já autor e que em tempos relatou muito bem neste blog; com o seu telescópio Smith-Newton 10”, exactamente igual a um que possuo há 3 anos e com o qual nunca observei, gostei de ver um excelente Júpiter e suas quatro luas, 2 delas parecendo uma estrela dupla ! A seguir a um casal e sua filhota (penso que esta já abandonou o hobby, menosprezando o convívio e... também as observações :), habituais observadores do local e a seu telescópio reflector 8” em montagem Eq. bem exposto para as astrofotos; é sempre um prazer encontrá-los no local para partilharmos um pouco de tudo, dentro desta actividade dita amadora. Finalmente à presença de um novo mas velho frequentador destas lides e do local; a sua presença, experiência e contribuição é sempre uma mais-valia dentro deste hobby, enquanto observador, astrofotógrafo e comunicador. Obrigado a todos, gostei de estar no rectângulo atalaico.
Neste sábado experimentei o meu novo refractor curto acromático, 120mm f/5, na montagem Giro 2DX. Verifiquei, com agrado, que o chromacor nessa luneta também resulta (+/-) satisfatoriamente, embora não tanto como noutra que possuo, 120mm f/8,5, mas como ambas se destinam a diferentes fins, estou muito contente com as duas ! Ou seja: a f/8,5 para simples observação de estrelas duplas, planetas, algumas nebulosas e pouco mais e a f/5, a curto prazo, para aliar à máquina fotográfica Canon 350D e tentar algumas fotos pouco trabalhosas de grandes campos estelares e, porque não, também utilizá-la em simples observações. Com a luneta f/5+chromacor, gostei de observar Júpiter e suas luas a 100x, dentro de um grande campo aparente e com ligeira aberração cromática e, sem aquele acessório e com mais brilho, várias galáxias, nebulosas, enxames abertos e grandes campos estelares a 50x, 25x e 20x, respectivamente.
Além de Júpiter, da habitual maratona pela Via Láctea, do trio galáctico M31, M32 e M110, das galáxias M81, M82, das nebulosas M8, M17, M27, M57, do duplo enxame de Perseu (NGC 869 e NGC 884), do enxame Borboleta (M6) e, claro do de Ptolomeu (M7), muitos outros objectos foram observados. Referência ainda para a observação de algumas estrelas duplas e múltiplas, das quais deixo 3 “exemplos” do que em tempos desenhei e, neste sábado, bem observei, Epsilon Lyr, Albireo e Cor Caroli:



Saudações astronómicas e até breve.
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Atalaia 8-6-2008
Levei o meu pequeno refractor de 80mm.
Foi uma noite muito produtiva que deu para ver dezenas de objectos alguns já velhos conhecidos e outros novos objectos da minha lista de observação. Os que mais se sobresairam nesta noite foram a M108 e a M97 que com o meu pequeno refractor foi um desafio em que só os consegui ver depois de ter espreitado pelo refractor 120mm do Alcino, que com maior abertura se via com mais facilidade, mesmo assim não foi facil. Outro objecto de extrema dificuldade para abeturas de 80mm foi a nebulosa planetaria NGC6302 ou Butterfly nebula em Escorpião, tem uma magnitude de 12,8 e um tamanho aparente de 0,8 arc minuto. Não tenho a certeza de a ter visto, penso que não a vi, mas se a vi tinha um aspecto estelar, esbatido.Está já nos limites que esta abertura pode dar e o céu da Atalaia já não é tão escuro. Terei noutra observação confirmar se realmente o que vi possa ser um pequeno vislumbre desta planetaria.
Luis Evangelista
quinta-feira, 5 de junho de 2008
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Pilar solar no dia 27-04-2008
domingo, 27 de abril de 2008
Lua e fim de tarde 21 e 22/04

Aqui, captei o contraste do inicio e do fim do dia, com os dois astros bailarinos na sua dança perpetua, ora escondendo-se um do outro, ora unindo-se, como se de uma valsa se tratasse de dois apaixonados que não conseguem viver um sem o outro.
Se um nos ilumina os dias, outro ilumina-nos a noite e tornam juntos, a nossa vida mais feliz, como se isso fosse importante para mais alguém a não ser para nós.
domingo, 6 de abril de 2008
A Lua a caminho da fase de Nova, de 31/03 a 04/04
sábado, 5 de abril de 2008
Sex-feira 04/ABR/2008-Observações em REDONDO
Antes de rumarmos para o sítio das observações, passamos por uma churrascaria, cujo nome não lembro, quase ou... no centro da Vila de Redondo. Cada um escolheu o que quis mas… eu, como “romano”, não tive dúvidas em optar por um dos pratos conhecidos da gastronomia local. Penso que todos ficaram satisfeitos com o atendimento, qualidade, quantidade e preços, tanto assim que estou a pensar, quando da próxima visita, negociar com o dono do estabelecimento o fornecimento de apenas 1/6 dose!
Fazendo fé no que anteriormente me transmitiram, mal chegamos ao local das observações, verifiquei logo que o céu nos ia facilitar a observação, com grande brilho, de inúmeros corpos da imensidão celeste. As expectativas não goraram e, até às 3:00, com os telescópios expostos para uso (15”, 12” e 6”) e, principalmente pelo tlscp. 12” do J.Gregório, acompanhei-os numa hiper viagem cósmica, com inúmeras etapas em astros, pré e… na hora estudados/escolhidos.
Por indicação do Henrique Ferreira, assistimos a uma espectáculo extra, com inúmeras estrelas reflectidas na água da albufeira. Agradeço-lhe o sugerido, pois fiquei deslumbrado com a decoração, apesar da turbulência, digo águas um pouco agitadas. Observamos, claramente reflectidos na água, Orion e Cão Maior e…, porque não ? !, tentamos e conseguimos com êxito, com um binocular 12x50, observar M41, M42 e as Plêiades-M45.
Além dos objectos abaixo referidos, gostei de observar algumas galáxias do enxame de Virgem-Cabeleira de Berenice (algumas no mesmo campo de oculares grande-angulares). Em anteriores observações, noutros locais, já tinha contado seis ou sete mas desta vez contei mais e... muito mais evidentes.
Com o telescópio 12”, manobrado com mestria pelo proprietário e por quem lhe pediu, observamos CLARAMENTE os objectos a seguir mencionados e outros que me esqueci:
Saturno:
- Muito boas imagens do planeta com algumas das suas luas.
Em Canes Venaciti:
-Alfa (Cor Caroli), sistema estelar duplo físico a 110 anos-luz
-M3, enxame globular a 30 000 anos-luz
-M63, galáxia espiral a 30 milhões anos-luz
-M51, galáxia espiral a 30 milhões anos-luz
-M94, galáxia espiral a 20 milhões anos-luz
-NGC 4485 e NGC 4490, galáxias espirais a 40 milhões anos-luz
Em Canis Major:
-M41, enxame aberto a 2 500 anos-luz
Em Centaurus:
-NGC 5128 (Centaurus A), galáxia peculiar a 20 milhões anos-luz (próxima do horizonte e pouco clara)
-NGC 5139 (Ómega Centauri), enxame globular a 16 000 anos-luz (no horizonte, observado com binóculos)
Em Corvus:
-NGC 4631, nebulosa planetária a 4 000 anos-luz
Em Draco:
-NGC 6543 (Neb.Olho de Gato), nebulosa planetária a 3 000 anos-luz
Em Gemini:
-Alfa Gem (Castor), sistema estelar sêxtuplo físico a 52 anos-luz (observação da estrela dupla)
-M35, enxame aberto a 3 000 anos-luz
-NGC 2392 (Neb. Esquimó), nebulosa planetária a 2 500 anos-luz
-M13, enxame globular a 25 000 anos-luz e... ao lado a galáxia espiral NGC 6207
-M92, enxame globular a 30 000 anos-luz
Em Hydra:
-NGC 3242 (Neb.Fantasma de Júpiter), nebulosa planetária a 3 000 anos-luz
Em Leo:
-Gama Leo (Algieba), sist. estelar duplo físico a 125 anos-luz
-M65, M66 e NGC3628 (trio do Leão), galáxias espirais a 40 milhões anos-luz
-M95, M96, M105 e NGC3384, galáxias espirais a 40 milhões anos-luz
Em Lyra:
-M57 (Ring Nebula), nebulosa planetária a 1 800 anos-luz
Em Orion:
-M42, nebulosa de emissão a 1400 anos-luz
Em Puppis:
-M46+NGC2438, enxame aberto e neb.planetária, a 6000 e 4 000 anos-luz, respectivamente
-M47, enxame aberto a 1 800 anos-luz
Em Serpens:
-M5, enxame globular a 25 000 anos-luz
Em Ursa Major:
-Zeta UMa (Mizar), sistema estelar físico a 80 anos-luz (observação da est.dupla)
-M81, galáxia espiral a 13 milhões anos-luz
-M82, galáxia irregular a 13 milhões anos-luz
-M97 (Neb. Coruja ou Mocho), nebulosa planetária a 2 500 anos-luz
-M101, galáxia espiral a 25 milhões anos-luz-M108, galáxia espiral a 45 milhões anos-luz
Em Virgo e Coma Berenices (*) :
-M104 (Galax.Sombrero), galáxia espiral a 50 milhões anos-luz
-M64 (Galax. Olho Negro ou Mau Olhar), galáxia espiral a 22 milhões anos-luz
(*) Nestas duas constelações, foram tantas e tão evidentes as galáxias observadas, muitas no mesmo campo da ocular, que nem me preocupei com os Messier.
Até breve.
A solidão ás vezes é boa companheira
Luis Evangelista
domingo, 30 de março de 2008
quarta-feira, 26 de março de 2008
segunda-feira, 10 de março de 2008
domingo, 2 de março de 2008
ATALAIA - Sexta-feira 29/FEV2008
Munido com a luneta 120 f/8,3 em montagem Giro e com o “projecto” de separar tudo o que fosse dupla e múltipla, lembrei-me então que algo me escapava: exactamente aquilo onde queria projectar estrelas! Valeu-me o amigo J.Gregório ao oferecer-me uma esferográfica e quase 1/2 resma de papel A4. Os meus agradecimentos ao João.
Então, com a luneta no tripé e o tabuleiro deste servindo de secretária, comecei a observar, a apontar e a chamar os amigos para confirmarem a veracidade, ou… não, dos pontos :). As primeiras duas ou três estrelas vaticinaram-me noite fantástica mas a partir da sexta ou sétima, já com o telescópio e o papel alagados, resolvi arrumar a tralha e simplesmente recorrer ao convívio habitual ou… histórico da planície.
Depois partimos para Mizar e Alcor. Como se observam facilmente a olho nu ou com binóculos como bonito par, resolvi introduzi-las na mesma ficha, mesmo crendo que pela enorme distância entre elas, não orbitam o mesmo centro de gravidade. De algumas galáxias da Ursa Maior que tentei observar, apenas tive acesso a pequenas, cizentas e ténues nebulosidades. Fica aqui então o trio Mizar A e B + Alcor !

Também observamos a estrela Polar que, desde há milénios, muito útil tem sido para astrónomos, caminheiros, navegantes, etc. para se orientarem.
Passeamos pelo sítio do Corvo e separámos a sua estrela óptica Algorab. Quase no centro da constelação tentei observar a nebulosa planetária NGC 4361 mas, com o meu refractor, com a pouca transparência celeste e com a luminosidade recebida do horizonte (talvez de Pegões), apenas consegui ver uma ténue mancha cinzenta. Como a constelação é pequena, resolvi desenhá-la com a estrela dupla.

Finalmente saltamos para a Juba do Leão, para resolvermos a dupla Algieba e a sua história. A separação da dupla foi fácil mas a miscelânea de histórias e lendas recebidas de alguns povos da antiguidade, nomeadamente, sumérios, gregos, latinos e árabes, foi tanta que, desta vez, nem me atrevo a contar.

Até breve.
Observação na Atalaia - Sex. 29/02/2008

Esta foi a primeira observação que fiz no presente ano, no último dia de Fevereiro, tendo ido para o local bem mais cedo do que é costume. A Lua encontrava-se em fase de quarto minguante e encontrei já no local o João Gregório, Hugo Silva e o Rui Rodrigues, tendo chegado depois o Francisco Gomes.

A noite estava com demasiada claridade para o meu gosto, devido à muita humidade na atmosfera, que reflecte a cada vez maior poluição luminosa, que vai inundando a toda a volta como uma praga que alastra silenciosamente.
Se há cerca de uma meia dúzia de anos, em noite de Lua Nova, nem víamos as caras uns dos outros, agora vê-se às claras, sem grande esforço, quase as marcas das roupas (...). O futuro não é risonho, nestas paragens, para os amantes deste hobbie nocturno.

Após instalar o equipamento, LXD75 e o Newtoniano 8", observei um pouco ainda nas imediações de Orion e do Leão, com o Saturno muito bonito junto à sua "pata da frente". Depois no refractor do Francisco, o planeta também se via muito bonito, com alguma tonalidade adicionada pelas lentes, que pintavam com não pouca aberração cromática, quer as estrelas duplas que perseguiu e desenhou toda a noite, quer o próprio "planeta orelhudo", como Galileu lhe chamou.

Com a reflex EOS350D, ainda tirei algumas fotos, que não ficaram nada de jeito, quer pelo alinhamento muito deficiente da montagem, quer pela fraca estabilidade do setup, quer pela claridade e humidade no céu. Mas, ficou um pequeno registo, no qual se podem ver, o planeta Saturno com algumas das suas luas (Enceladus, Rhea, Thethis, Dione e talvez Titan e Hyperion), M104 (galáxia do Sombrero em Virgo), M51 e NGC 5195 (galáxia Whirlpool em Canes Venatici), M101 (galáxia em Ursa Major), NGC 6543 (nebulosa planetária Cat´s Eye em Draco), M97 (nebulosa planetária Owl em Ursa Major), M81 e M82 (galáxias em Ursa Major), duas galáxias que não sei bem quais são no enxame em Virgo (M85 e NGC 4394?), Estrela dupla Algorab (delta Corvi - SAO 157323) e Estrela dupla Mizar (zeta Ursae Majoris - SAO 28737).






































