sexta-feira, 13 de junho de 2008

Atalaia 8-6-2008

Depois de tanto mau tempo, esta noite esteve limpa e permitiu a observação dos astros. Contei cerca de 6 carros, infelizmente a minha memória é uma desgraça e não decorei os nomes de todos os intervenientes.
Levei o meu pequeno refractor de 80mm.
Foi uma noite muito produtiva que deu para ver dezenas de objectos alguns já velhos conhecidos e outros novos objectos da minha lista de observação. Os que mais se sobresairam nesta noite foram a M108 e a M97 que com o meu pequeno refractor foi um desafio em que só os consegui ver depois de ter espreitado pelo refractor 120mm do Alcino, que com maior abertura se via com mais facilidade, mesmo assim não foi facil. Outro objecto de extrema dificuldade para abeturas de 80mm foi a nebulosa planetaria NGC6302 ou Butterfly nebula em Escorpião, tem uma magnitude de 12,8 e um tamanho aparente de 0,8 arc minuto. Não tenho a certeza de a ter visto, penso que não a vi, mas se a vi tinha um aspecto estelar, esbatido.Está já nos limites que esta abertura pode dar e o céu da Atalaia já não é tão escuro. Terei noutra observação confirmar se realmente o que vi possa ser um pequeno vislumbre desta planetaria.


Luis Evangelista

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Por de Lua em 21-05-2008


Uma visão diferente sobre a Lua, num nascer do dia que é diferente a cada dia que vivemos.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Pilar solar no dia 27-04-2008


Aqui registo algo que não se vê todos os dias, um pilar ou coluna de luz, formada pelo Sol ao pôr-se ao fim da tarde.

domingo, 27 de abril de 2008

Lua e fim de tarde 21 e 22/04



Aqui, captei o contraste do inicio e do fim do dia, com os dois astros bailarinos na sua dança perpetua, ora escondendo-se um do outro, ora unindo-se, como se de uma valsa se tratasse de dois apaixonados que não conseguem viver um sem o outro.


Se um nos ilumina os dias, outro ilumina-nos a noite e tornam juntos, a nossa vida mais feliz, como se isso fosse importante para mais alguém a não ser para nós.

domingo, 6 de abril de 2008

A Lua a caminho da fase de Nova, de 31/03 a 04/04


Entre o fim do mês de Março e os primeiros dias de Abril, pude assistir à conjunção da Lua com o planeta Júpiter e de seguida a diminuição do angulo de fase até quase se desvanecer como um ténue arco minguante. Muito bonitos os instantâneos, cerca das 06:30 e um bocado antes do nascer do Sol.





sábado, 5 de abril de 2008

Sex-feira 04/ABR/2008-Observações em REDONDO

Nesta sexta feira, 4/Abril, fui convidado por dois velhos amigos astrónomos amadores, para com eles ir observar numa das margens da albufeira da Vigia, localizada nas freguesias de Montoito e Redondo, do concelho com este nome. Ficam os meus agradecimentos a ambos pela espontaneidade do convite e ao Vitor Nunes pelo sitio que escolheu e por nos ter acompanhado nas e... durante as observações. No local estiveram nove astrónomos amadores.

Antes de rumarmos para o sítio das observações, passamos por uma churrascaria, cujo nome não lembro, quase ou... no centro da Vila de Redondo. Cada um escolheu o que quis mas… eu, como “romano”, não tive dúvidas em optar por um dos pratos conhecidos da gastronomia local. Penso que todos ficaram satisfeitos com o atendimento, qualidade, quantidade e preços, tanto assim que estou a pensar, quando da próxima visita, negociar com o dono do estabelecimento o fornecimento de apenas 1/6 dose!


Fazendo fé no que anteriormente me transmitiram, mal chegamos ao local das observações, verifiquei logo que o céu nos ia facilitar a observação, com grande brilho, de inúmeros corpos da imensidão celeste. As expectativas não goraram e, até às 3:00, com os telescópios expostos para uso (15”, 12” e 6”) e, principalmente pelo tlscp. 12” do J.Gregório, acompanhei-os numa hiper viagem cósmica, com inúmeras etapas em astros, pré e… na hora estudados/escolhidos.


Por indicação do Henrique Ferreira, assistimos a uma espectáculo extra, com inúmeras estrelas reflectidas na água da albufeira. Agradeço-lhe o sugerido, pois fiquei deslumbrado com a decoração, apesar da turbulência, digo águas um pouco agitadas. Observamos, claramente reflectidos na água, Orion e Cão Maior e…, porque não ? !, tentamos e conseguimos com êxito, com um binocular 12x50, observar M41, M42 e as Plêiades-M45.


Além dos objectos abaixo referidos, gostei de observar algumas galáxias do enxame de Virgem-Cabeleira de Berenice (algumas no mesmo campo de oculares grande-angulares). Em anteriores observações, noutros locais, já tinha contado seis ou sete mas desta vez contei mais e... muito mais evidentes.


Com o telescópio 12”, manobrado com mestria pelo proprietário e por quem lhe pediu, observamos CLARAMENTE os objectos a seguir mencionados e outros que me esqueci:

Saturno:
- Muito boas imagens do planeta com algumas das suas luas.


Em Canes Venaciti:
-Alfa (Cor Caroli), sistema estelar duplo físico a 110 anos-luz
-M3, enxame globular a 30 000 anos-luz
-M63, galáxia espiral a 30 milhões anos-luz
-M51, galáxia espiral a 30 milhões anos-luz
-M94, galáxia espiral a 20 milhões anos-luz
-NGC 4485 e NGC 4490, galáxias espirais a 40 milhões anos-luz


Em Canis Major:
-M41, enxame aberto a 2 500 anos-luz


Em Centaurus:
-NGC 5128 (Centaurus A), galáxia peculiar a 20 milhões anos-luz (próxima do horizonte e pouco clara)
-NGC 5139 (Ómega Centauri), enxame globular a 16 000 anos-luz (no horizonte, observado com binóculos)


Em Corvus:
-NGC 4631, nebulosa planetária a 4 000 anos-luz
Em Draco:
-NGC 6543 (Neb.Olho de Gato), nebulosa planetária a 3 000 anos-luz


Em Gemini:
-Alfa Gem (Castor), sistema estelar sêxtuplo físico a 52 anos-luz (observação da estrela dupla)
-M35, enxame aberto a 3 000 anos-luz
-NGC 2392 (Neb. Esquimó), nebulosa planetária a 2 500 anos-luz

Em Hercules:
-M13, enxame globular a 25 000 anos-luz e... ao lado a galáxia espiral NGC 6207
-M92, enxame globular a 30 000 anos-luz


Em Hydra:
-NGC 3242 (Neb.Fantasma de Júpiter), nebulosa planetária a 3 000 anos-luz


Em Leo:

-Gama Leo (Algieba), sist. estelar duplo físico a 125 anos-luz
-M65, M66 e NGC3628 (trio do Leão), galáxias espirais a 40 milhões anos-luz
-M95, M96, M105 e NGC3384, galáxias espirais a 40 milhões anos-luz


Em Lyra:
-M57 (Ring Nebula), nebulosa planetária a 1 800 anos-luz


Em Orion:
-M42, nebulosa de emissão a 1400 anos-luz


Em Puppis:
-M46+NGC2438, enxame aberto e neb.planetária, a 6000 e 4 000 anos-luz, respectivamente
-M47, enxame aberto a 1 800 anos-luz


Em Serpens:
-M5, enxame globular a 25 000 anos-luz


Em Ursa Major:
-Zeta UMa (Mizar), sistema estelar físico a 80 anos-luz (observação da est.dupla)
-M81, galáxia espiral a 13 milhões anos-luz
-M82, galáxia irregular a 13 milhões anos-luz
-M97 (Neb. Coruja ou Mocho), nebulosa planetária a 2 500 anos-luz
-M101, galáxia espiral a 25 milhões anos-luz-M108, galáxia espiral a 45 milhões anos-luz


Em Virgo e Coma Berenices (*) :
-M104 (Galax.Sombrero), galáxia espiral a 50 milhões anos-luz
-M64 (Galax. Olho Negro ou Mau Olhar), galáxia espiral a 22 milhões anos-luz


(*) Nestas duas constelações, foram tantas e tão evidentes as galáxias observadas, muitas no mesmo campo da ocular, que nem me preocupei com os Messier.


Até breve.

A solidão ás vezes é boa companheira

Esta Sexta-feria, a minha bussola tomou a rota da Atalaia. Com a chegada de pior tempo para este Sabado pensei que hoje seria o melhor dia para mais uma saida astronómica. Dos participantes desta noite para meu espanto, fui só eu. O céu esteve limpo no pouco tempo que lá permaneci mas a sua transparencia não estava boa. A temperatura era de uma noite de Verão Aproveitei para testar algum equipamento novo e afinar alguns pormenores que já algum tempo andavam pendentes. Com o local tão calmo, deu para sentir a fauna local, entre alguns piares de corujas, Cães e Relinchos de Cavalos, passei o tempo a revisitar alguns objectos astronómicos. Levei o meu pequeno ED80, que como sempre me maravilhou com as suas vistas. Do que vi, os que mais me agradaram foram a M81 e M82, as minhas preferidas de á muito tempo, a M46, M42, M1 estava tão sumida que dificilmente se percebia e algumas estrelas duplas. Estive bastante tempo deitado sobre o capot do carro apenas a deliciar-me com o que me rodeava á volta e sobre mim, estamos em tempos de mudanças e provavelmente este céu que temos tão próximo de Lisboa com o tempo vai desaparecer e teremos de rumar a novas paragens.

Luis Evangelista

domingo, 30 de março de 2008

Lua filtrada - Algarve - 22-03-2008


A Lua cheia filtrada pelas nuvens, é sempre um grande espectáculo, pelos reflexos e cores que é possível adivinhar, no seu potente piscar de olhos espreitando para a Terra banhada de luz.
Foto obtida na Páscoa em terras Algarvias.

domingo, 2 de março de 2008

ATALAIA - Sexta-feira 29/FEV2008

Com muita humidade, céu aparentemente limpo mas pouco transparente, nesta sexta-feira estiveram na Atalaia cinco astrónomos amadores. Como fui o último a chegar, por volta das 21:30, reparei que os restantes já tinham recebido muito daquilo que o céu e o local oferecem e o Hugo, daí a pouco tempo, quando terminou as suas tarefas, até se despediu-se de nós e do sítio.

Munido com a luneta 120 f/8,3 em montagem Giro e com o “projecto” de separar tudo o que fosse dupla e múltipla, lembrei-me então que algo me escapava: exactamente aquilo onde queria projectar estrelas! Valeu-me o amigo J.Gregório ao oferecer-me uma esferográfica e quase 1/2 resma de papel A4. Os meus agradecimentos ao João.

Então, com a luneta no tripé e o tabuleiro deste servindo de secretária, comecei a observar, a apontar e a chamar os amigos para confirmarem a veracidade, ou… não, dos pontos :). As primeiras duas ou três estrelas vaticinaram-me noite fantástica mas a partir da sexta ou sétima, já com o telescópio e o papel alagados, resolvi arrumar a tralha e simplesmente recorrer ao convívio habitual ou… histórico da planície.

O desenho que me propus elaborar da constelação Escorpião, com M6 e M7 a tentarem envenenar Sagitário, resolvi adiá-lo para outra noite mais límpida. Enfim, o trabalho campestre que considero digno, quando… executado por outros com… “canetas” e outras alfaias, nunca me seduziu. Já tentei fazer carreira mas, infelizmente, sempre fracassei como escritor da e na terra mãe.

Em baixo o resultado do ínfimo labor que na altura recebeu aprovação unânime pelos astrónomos presentes naquele mar outrora fervilhado de espécimes, digo… estrelas que, actualmente, já se contam pelos dedos e no futuro serão substituídas por inumeras aeronaves. Lembrei-lhes que o nosso futuro poderá passar pelos desenhos e pinturas de estrelas, galáxias, nebulosas, etc. nos azulejos dos futuros aeroporto e estação do TGV e que, começando agora os treinos, depois até poderemos ser dos mais solicitados !

Analisados por um trio de astrónomos, estes autorizaram-me que seus nomes constassem nas legendas dos desenhos infra se, eu não fugisse ao acordado de...noite. Acho que não, penso que o trabalho está à altura dos meus pergaminhos e… espero que gostem.

Começamos a observação por Cassiopeia para resolvemos a sua estrela dupla mais brilhante. Infelizmente esqueci-me do ET (para desenhar) e de observar outros enxames abertos.


Depois partimos para Mizar e Alcor. Como se observam facilmente a olho nu ou com binóculos como bonito par, resolvi introduzi-las na mesma ficha, mesmo crendo que pela enorme distância entre elas, não orbitam o mesmo centro de gravidade. De algumas galáxias da Ursa Maior que tentei observar, apenas tive acesso a pequenas, cizentas e ténues nebulosidades. Fica aqui então o trio Mizar A e B + Alcor !


A seguir partimos para Cães de Caça e para a sua estrela Alfa, Cor Caroli, cujo nome lhe foi atribuído por E. Halley como homenagem a Carlos I que morreu executado ou a seu filho Carlos II que lhe sucedeu. Na constelação também tentei observar algo que me parecessem galáxias mas apenas vi algumas nebulosidades insignificantes.


Também observamos a estrela Polar que, desde há milénios, muito útil tem sido para astrónomos, caminheiros, navegantes, etc. para se orientarem.


Passeamos pelo sítio do Corvo e separámos a sua estrela óptica Algorab. Quase no centro da constelação tentei observar a nebulosa planetária NGC 4361 mas, com o meu refractor, com a pouca transparência celeste e com a luminosidade recebida do horizonte (talvez de Pegões), apenas consegui ver uma ténue mancha cinzenta. Como a constelação é pequena, resolvi desenhá-la com a estrela dupla.

Depois com Orion já perto do horizonte, lembrei-me, por acaso, de separar Rigel. Com muita dificuldade lá conseguimos e o desenho é uma cópia fiel do observado.

Ao gémeo de Polux, o... Castor, tentamos parti-lo ao meio e... ele lá nos observou com o seu par de olhos desiguais!


Finalmente saltamos para a Juba do Leão, para resolvermos a dupla Algieba e a sua história. A separação da dupla foi fácil mas a miscelânea de histórias e lendas recebidas de alguns povos da antiguidade, nomeadamente, sumérios, gregos, latinos e árabes, foi tanta que, desta vez, nem me atrevo a contar.


Tal como referi anteriormente, quando conclui estes trabalhos entreguei-me à conversa e... esta foi tanta, mesmo com algum nevoeiro surgido durante a noite, que só acabou às 6 da manhã.


Até breve.


Observação na Atalaia - Sex. 29/02/2008



Esta foi a primeira observação que fiz no presente ano, no último dia de Fevereiro, tendo ido para o local bem mais cedo do que é costume. A Lua encontrava-se em fase de quarto minguante e encontrei já no local o João Gregório, Hugo Silva e o Rui Rodrigues, tendo chegado depois o Francisco Gomes.



A noite estava com demasiada claridade para o meu gosto, devido à muita humidade na atmosfera, que reflecte a cada vez maior poluição luminosa, que vai inundando a toda a volta como uma praga que alastra silenciosamente.


Se há cerca de uma meia dúzia de anos, em noite de Lua Nova, nem víamos as caras uns dos outros, agora vê-se às claras, sem grande esforço, quase as marcas das roupas (...). O futuro não é risonho, nestas paragens, para os amantes deste hobbie nocturno.



Após instalar o equipamento, LXD75 e o Newtoniano 8", observei um pouco ainda nas imediações de Orion e do Leão, com o Saturno muito bonito junto à sua "pata da frente". Depois no refractor do Francisco, o planeta também se via muito bonito, com alguma tonalidade adicionada pelas lentes, que pintavam com não pouca aberração cromática, quer as estrelas duplas que perseguiu e desenhou toda a noite, quer o próprio "planeta orelhudo", como Galileu lhe chamou.



Com a reflex EOS350D, ainda tirei algumas fotos, que não ficaram nada de jeito, quer pelo alinhamento muito deficiente da montagem, quer pela fraca estabilidade do setup, quer pela claridade e humidade no céu. Mas, ficou um pequeno registo, no qual se podem ver, o planeta Saturno com algumas das suas luas (Enceladus, Rhea, Thethis, Dione e talvez Titan e Hyperion), M104 (galáxia do Sombrero em Virgo), M51 e NGC 5195 (galáxia Whirlpool em Canes Venatici), M101 (galáxia em Ursa Major), NGC 6543 (nebulosa planetária Cat´s Eye em Draco), M97 (nebulosa planetária Owl em Ursa Major), M81 e M82 (galáxias em Ursa Major), duas galáxias que não sei bem quais são no enxame em Virgo (M85 e NGC 4394?), Estrela dupla Algorab (delta Corvi - SAO 157323) e Estrela dupla Mizar (zeta Ursae Majoris - SAO 28737).