terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Atalaia 8 e 9/FEV e suas 4ª e 5ª Festas Astronómicas 2008

Neste fim de semana, 8 e 9/FEV/2008, a Atalaia foi palco de dois encontros astronómicos com a presença de, pelo menos, três dezenas de observadores, para observarem e fotografarem o permitido pelo céu local. O bom convívio voltou a funcionar.

Com céu limpo na sexta e algumas nuvens altas no sábado, frio e humidade próprios da estação do ano e da região em ambas as noites, observou-se o previsto atendendo à luminosidade provinda de Lisboa, de outras urbes próximas e às censuráveis turbulência e … apenas razoável transparência celestes.

Inúmeros foram o equipamentos astronómicos que estacionaram em.. equatorial e ... azimutal no rectângulo tendo, durante grande parte da noite, alguns sido "oferecidos" às “intempéries” ! A tempo inteiro e no sábado, creio que apenas o telesc. de 15” se salvou porque, enquanto lá esteve, foi constantemente utilizado por grande parte dos amadores presentes. Os meus agradecimentos ao Alberto pelas excelentes imagens oferecidas.

As observações de Saturno e Marte, M65, M66, M81 e M82, evidenciaram-se e gostei, mas os sistemas estelares que a seguir cito com ênfase e… decoro, mereceram-me especial atenção. Essa relevância penso que também foi considerada por alguns habituais e novos entusiastas que com todo o gosto, no refractor 120mm, os dei a observar e lhes dedico o presente relato.

ALGIEBA - De origem árabe, Al-Jabhah (testa do Leão), o nome da estrela não condiz com a zona onde se situa. Embora o nome latino Juba combine exactamente com o sítio na constelação, o primeiro permaneceu até ao nossos dias. É uma dupla de estrelas gigantes de magnitude 2,01, a maior de cor amarelado-alaranjada e a outra de cor amarela que se encontram a 125 anos-luz da Terra. Têm uma separação de, aproximadamente, apenas um dia-luz ou 170 UA e um período orbital de 500 anos.


CASTOR - Ao sistema sêxtuplo Castor, de Gémeos, com os equipamentos que disponho, é-me permitido apenas separá-lo em duas estrelas brilhantes! Assim, quando me lembro, tento observá-las o que, mais uma vez, neste fim de semana ocorreu. Do conjunto fazem parte a binária branca de magnitude 1,5, cujas componentes se orbitam durante 420 anos e uma anã vermelha de magnitude 9. Cada estrela, brancas e anã vermelha, é por sua vez binária, cuja resolução obriga a recorrer a estudos espectroscópicos. O conjunto situa-se a 52 anos-luz.


COR CAROLI - Na constelação de Cães de Caça, a sua estrela Alfa compete com algumas bonitas binárias de outras constelações, ex. Albireu, Alamak, etc. O nome Cor Caroli (coração de Carlos) terá sido atribuído por E. Halley para homenagear Carlos II da Inglaterra que, após grande interregno, sucedeu a seu pai Carlos I que fora executado. Esta estrela dupla, com magnitude aparente 2,9 e a 110 anos luz da Terra, é sempre um alvo a não perder.



ETA CASSIOPEIAE - Em Cassiopeia a binária mais evidente, de cores amarela e alaranjada, é Achird ou Eta Cass e, quando me lembro, é um dos meus “destinos” obrigatórios! O par encontra-se a 19,4 anos-luz.


MIZAR e ALCOR - Na constelação Ursa Maior, Mizar e Alcor surgem a olho nu, com um buscador ou simples binocular, como binária mas desconhece-se se existe ligação gravitacional entre ambas. Porém, Mizar, observada com telescópio, é também estrela dupla. Na realidade todas são binárias e poderão/iam formar um sistema estelar sêxtuplo (Mizar A e B + Alcor). Tratam-se de estrelas brancas que se situam, Mizar a 78,2 anos-luz e Alcor a 81,2 anos luz.



PLÊIADES - Excepcionalmente, por 6 estrelas das Plêiades se observarem a olho nu, lembrei-me de inseri-las no presente relato. Formam um conjunto de centenas de estrelas jovens que, aparentemente, ainda não se desfez totalmente da nebulosa original. Tal resto de nebulosa poderá não estar associada porque, segundo algumas fontes, é apenas uma nuvem de poeira molecular que se está cruzando tendo, enxame e nebulosa, velocidades radiais diferentes. O enxame encontra-se a 380 anos-luz.



POLAR - Segundo observações recentes a Polar, na Ursa Menor, é uma estrela tripla. Observando-se com um modesto telescópio de amador, surge como dupla, sendo a principal uma supergigante amarelada e a secundária branco-azulada de magnitude 9. O conjunto tem magnitude 2 e situa-se a 430 anos-luz da Terra.


RIGEL - Em Orion a estrela Rígel é uma dupla que me vai servindo para testar a turbulência atmosférica. Mais uma vez, neste fim de semana, separei-a embora com alguma dificuldade. Do conjunto fazem parte a estrela principal branco-azulada e outra com a mesma cor que, por sua vez, é binária espectroscópica de magnitude 6,9. O conjunto, de magnitude 0,12, encontra-se a 775 anos-luz.


SIRIUS - Neste sábado não conseguimos separar a dupla Sirius mas, como respeito culturas e crenças que não colidam com outras, ofereço este simples desenho ao povo africano Dogon !



Até breve.


quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Atalaia 26/Jan e sua 3ª. Festa Astronómica 2008

RELATO DA MARIANA da OBSERVAÇÃO na ATALAIA em 26/JAN/2008 :

"" Desta vez chegámos um pouco tarde à Atalaia, aí por volta das 10 da noite. Mal chegámos apontei directamente para a nebulosa de Orion. Cumprimentamos os presentes. Estavam ao todo umas 13 pessoas, eu e o meu pai, o Francisco Gomes, o Alberto Fernando, o João Luís Pedro; o João Gregório, o José Ribeiro, o Filipe Alves, o Paulo Pina, o Marcelo Gracias, o Rui Tripa, o Hugo Silva e o Rogério Ferreira...............

No telescópio do Alberto Fernando estava-se a tentar ver a Sirus b, com uma técnica muito especial chamada o white dwarf revealer xD (isto é uma fitinha, com que se bloqueava o brilho de Sirius, e assim era possível ver a sua companheira). Depois observámos Saturno, tanto no Obsession do Alberto Fernando como no nosso Dob 8".


Entretanto eu fui a para ao pé do José Ribeiro, que estava a espectrografar,que é das áreas da astronomia que mais me fascina. É incrível a quantidade de informação que se consegue extrair da decomposição da luz, a classe espectral, a composição química, a velocidade radial, a distância, a velocidade relativamente a nós, a intensidade dos campos magnéticos, a abundância do elementos, a composição do meio interestelar, a estrutura do sistema estelar (e com isto se existem planetas extrasolares no sistema ou não).


Bem...aqui a je..esteve a a "ajudar" o José Ribeiro (sim porque eu atrapalhei mais do que outra coisa-9 e a bombardear o senhor com perguntas a que ele respondeu com muita paciência). Ele estava a tirar o espectro da Pleione, uma estrela Be que pertence ao enxame das Pleiades. As estrelas Be são estrelas que estão a rodar tão rapidamente que estão à beira de ruptura, à sua volta existe um disco de acreção, que está a emitir radiação. Assim no espectro delas é possível detectar linhas de emissão. O estudo dos diferentes espectros da estrela, permite mapear o disco (porque este não é homogéneo), quando há mais matéria verifica-se uma maior intensidade nas linhas de emissão.


Fomos para casa (a pedido de familiares cheios de sono) por volta da meia noite e meia.......
............... Mariana ""

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Atalaia 19/Jan e sua 2ª. Festa Astronómica 2008

Neste sábado de luar, 19/01/2008, o entusiasmo astronómico e festivo voltou à Atalaia com a presença de 26 novos e habituais amantes da astronomia. É bom observar que, com e sem luar, o local não sendo o excepcional para observações astronómicas, vai atraindo cada vez mais entusiastas.

Quando cheguei, por volta das 20:30, já lá se encontravam alguns Srs. e, até à meia-noite, foram aparecendo os restantes.

Registei as seguintes presenças: Alberto Fernando, Alcino Pacheco, Anselmo Dias, António Moreira, António Santos e Eduardo Santos, Carlos Gouveia, Coto Rosado, Filipe Alves e Rute, Francisco Gomes, Henrique Ferreira, João Gregório, João L.Pedro, José Ribeiro, Licínio Almeida, José Pinto, Luís Evangelista, Marcelo Gracias, Mariana e seu pai Vítor Vargas, Marina Simões, Paulo Pina, Rui Silva, Rui Tripa e Vítor Ferreira.

Foram muitos os equipamentos astronómicos transportados para o local, nomeadamente, telescópios de 15” a 3”, conjuntos câmaras-portáteis. Quanto aos meios de transporte motorizados, estes ocuparam grande espaço do astronódromo Atalaico!

Embora o luar, algumas nuvens altas e a muita humidade tenham afectado as observações mais desejadas, a boa estabilidade ou pouca turbulência permitiu observar pelos telescópios e não só, alguns objectos muito interessantes. Pela observação da Lua, dos planetas, das nebulosas possíveis, da resolução de algumas estrelas duplas e múltiplas e, principalmente pelo contentamento geral, considerei a noite astronómica esplêndida.

Quanto às observações, realço a separação das estrelas Sirius A e B, dedicando-lhes o pequeno “historial” que o momento merece.

Assim:
- Não contando com o Sol, Sirius é a estrela mais brilhante do céu e situa-se a 8.6 anos-luz de distância. É 20 vezes mais luminosa que o nosso astro-rei e, aproximadamente, 2,5 mais maciça. Em 1862, Alvan G.Clark observou e verificou que Sírius é um sistema binário!?. À segunda estrela observada atribuí-lhe o nome de Sírius B, fazendo dele o seu primeiro observador e, simultaneamente, da anã branca que mais perto se encontra da Terra. Sirius B emite uma luminosidade cerca de 10 000 vezes inferior à estrela principal, tem um diâmetro aproximado ao do nosso planeta mas a sua massa é comparável à do Sol.

A parte desinteressante que me muito gosto me dá relatar ! :

- Desde 1894 que têm sido, aparentemente, observadas algumas irregularidades orbitais de Sirius B em torno de Sirius-A, sugerindo a existência de uma diminuta terceira estrela. Actualmente, com os meios ao alcance, a ciência nega a sua existência mas…., futuramente, observando-se ou detectando-se hipotético astro, algum crédito merece a crença ou ciência que foi sendo transmitida secreta e oralmente pelos antepassados do povo Dogon do Mali que, astronautas humano-répteis Nommos, surgidos na Terra à aproximadamente 6 mil anos, oriundos de um planeta do sistema solar Sirius B, lhes deram conhecimento da existência de uma estrela anã vermelha, Emme Ya ou… Sirius C, com apenas um planeta em órbita :)

Foi com grande satisfação que neste sábado, pela primeira vez, muitos de nós amadores resolvemos pelo Obsession de 15” do Alberto a estrela dupla Sirius, com uma pequena mas útil fita preta de plástico a deslizar na ocular e ocultando lentamente o brilho emitido por Sirius-A. O sugerido pelo Prof. Guilherme de Almeida resultou e a separação da dupla até pareceu fácil. Os meus agradecimentos.

O meu desenho da estrela dupla Sirius observada na Atalaia:

Depois…, a observação do bonito alinhamento Marte-Lua, de Saturno, da nebulosa M42/43 em Orion, do enxame aberto NGC 457 (o ET), de alguns relevos e depressões lunares, nomeadamente, segundo o Alberto, de Valis Schroter e Aristarco e da resolução, entre outros, dos sistemas estelares, Algieba, Cor Caroli, Castor, Mizar e Trapézio pelo meu refractor 120mm.

Finalmente…., como os saldos de fim de época de… astros da “feira” semanal Atalaica estão a esgotar (no sábado anterior ainda existiam muitos cometas, galáxias, asteróides, exo-planetas, etc. mas…, neste, já se notou mais a procura do que a oferta:), há que aproveitar, com… céu escuro e com luar, antes da construção da estação do TGV terminal, no rectângulo que, diplomaticamente, nos vão permitindo usufruir ou… “okupar” para observação dos astros e, muito perto, do futuro aeroporto internacional :)

Até breve e obrigado a todos.

domingo, 13 de janeiro de 2008

Atalaia 12/Jan e sua 1ª. Festa Astronómica 2008


Prevendo um interregno entre nuvens e chuva, compareceram em 12/Jan/2008 na Atalaia-B, aproximadamente 2 dezenas de “sectários” da astronomia amadora e do convívio que o Observatório, a céu aberto, costuma propiciar: Alberto, Alcino, Alfonso, Filipe Alves, Francisco, J.Gregório, João L. Pedro, L.Carreira, L.Campos, L.Evangelista, L.Martinho, L.Santo, Mariana e seu pai, e ainda M.Gerhart, R.Tripa e outros Srs. cujos nomes não me lembro.

Tal previsão não pecou por gorada, porque o céu…, com periódicas e insignificantes nuvens passageiras, alguma humidade fruto da evaporação aquífera diurna e outras ascensões que, até às 2 da manhã de 13JAN, se abateu ou “baptizou” para o ano de 2008 os astrónomos amadores referidos e seus equipamentos astronómicos, prendando-os também com sua razoável estabilidade, digo.. pouca turbulência, com magnitudes norte, este e zénite entre 5,5 e 5,8, sul e oeste entre 3,5 e 4,5 (estas para esquecer devido à luminosidade captada, no grande Observatório com tecto totalmente aberto, das… urbes da península e da margem norte do Tejo),… permitiu extrair-lhe em visual e fotos as imagens pré-requeridas ou quase.

Foram muitos os equip. astronómicos transportados para o local: - telescópios, por diâmetro das suas objectivas, de 15”, 12,5“, 12” , diversos de 8, 6, 5, 4 e 3 polegadas, conjuntos câmaras-portáteis-acessórios. Os meus sinceros parabéns à pequena mas “fadada” ou futura grande astrónoma Mariana pela prenda que recebeu do Oriente, com passagem pela Lapónia!!? e... Alhos Vedros, do reflector com montagem Dobson de 8”. Que os presentes, o seu contentamento quando observa os astros e não só, a sua inteligência e bem-estar nunca lhe faltem.

Muitos foram também os objectos observados, destacando, contudo ou… quase, a neb. planetária Esquimó, NGC 2392, as nebulosas de emissão de Orion, M42/M43 com 6 estrelas no trapézio e M78, o duplo enxame aberto de Perseu, NGC 869/NGC 884, os enxames abertos M44, M45 (este com alguma nebulosidade terrestre que, periodicamente, o tornava mais jovem:), o NGC 457 (o tal de ET ora acordado ou equilibrado verticalmente, ora deitado em posição suspeita!:), as galáxias espiral e irregular da Ursa Maior M81 e M82, o nosso grande satélite objecto de grandes observação e estudo de astrónomos e outros cientistas, em crescente e próximo do horizonte, e os planetas Saturno e Marte.

Interessante foi também o enigma apresentado por alguém para eu, o L.Carreira, o J.L.Pedro, a Mariana e o seu pai, de uma vez por todas resolvermos, sobre a hipotética origem ET do “actual” povo africano Dogon do Mali. O insucesso desta vez bateu-nos à porta por falta de meios ópticos e outros equipamentos detectores da estrela anã vermelha companheira de Sírius, Emme Ya ou Sirius-C, porque sem ela, tudo… como dantes ou quase! Oportunamente numa viagem a África para visitarmos o povo Dogon, que… alguns amigos creio, de bom grado, nos patrocinarão, prometemos decifrar tudo e ainda mais..., trazendo alguns amuletos e pedras semi-preciosas que poderão permitir ler isso e... ainda mais longe :)). Enfim…, outras conversas interessantes, boas observações e a boa disposição voltaram a reinar.

Ainda…: ainda não é desta vez que vos apresento imagens celestes para abrilhantar os meus vulgo “famosos” relatos porque, por inércia ou falta de jeito para fotos, a recém adquirida máq. fotográfica 350D ficou em casa a descansar.

Finalmente…, quem desejar, aproveite os saldos de quase fim de época de... astros (há de tudo, cometas, asteróides, exo-planetas, etc. :) da “feira” semanal da Atalaia porque, a curto/médio prazo, com a construção do novo aeroporto, a festa rumará para outro espaço algures na Serra da Arrábida ou grande Alentejo !

Até breve.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Observação de fim de Ano - Dom. e Seg. 30-31/12/2007



Aproveitando o final do ano de 2007 nas terras mais a sul de Portugal e um céu invejável, ainda deu para uns bons disparos com a Canon EOS 350D que aqui reproduzo.




É sempre interessante aproveitar as variações de luminosidade ao fim da tarde e depois o desenvolver da noite, brincando com as sombras e com as luminosidades diversas que se encontram num céu moderadamente escuro.








quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Um Trio Lunar a... Eclipsar ! Quarta-feira 26/12/2007



Confesso que até há pouco tempo, os eclipses dos astros não me entusiasmavam; e porquê ? : por muito que tente não consigo uma explicação ! Andava totalmente "desligado", respeitava mas ria-me, sem aversão ou malícia, de quem perdia tempo a observar tais fenómenos ! Eis quando numa noite, com o local quase repleto de entusiastas, observo na Atalaia uma "espécie de... eclipse" com a sombra da Terra projectada na Lua, oiço o latir/uivar dos canídeos das quintas limítrofes quando das fases (sombra crescente e a decrescer), fico contagiado com todo o ambiente de paz envolvente e... passo a ficar fã incondicional desses assombrosos momentos astronómicos !


Em tempos lembrei-me relatar "reinando", repito sem malícia, com esses fenómenos e com quem os observava.

Ver a parte desinteressante desse relato:) :

- "".....Que, com Lua Nova e, ultimamente outras, até velhas, muitos dos bípedes que rumam ao Astronódromo lat. 38,44ºN e long. 8º,48W terráqueas, fazem-no para tentar regressar às origens que os baniram há milénios por anarquismo astronómico, sitas em planetas que orbitaram/orbitam??! binárias de eclipse e cefeidas com luas e eclipses para todos os gostos, aos comandos de naves cilíndricas equipadas com janelas/espelhos-lentes, algumas com motores e molas propulsoras automáticas e semi-automáticas com e sem portáteis-guia e outros males que, penso, eles sabem, justificarão os fins (a alegria contagiante transmitida quando dos eclípses do Sol e da Lua, dá para entender, em alguns, a suas origens eclipsantes :).... ""


Tudo do supra escrito, somente porque...., hoje 26/12/2007, ao entrar no site Portal do Astrónomo e sua imagem do dia, deparei com algo que me tornou “ortodoxo”-fã desses momentos mágicos: Uma imagem parcial do sistema planetário Joviano, obtida pelo telescópio Hubble, com o trio lunar Ganimedes, Calisto e Io a sombrear ou eclipsar o planeta pai Júpiter!

Ficam os meus parabéns à equipa de astrónomos do referido site pela apresentação desta imagem que considero de sonho.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Observação da Lua Cheia - Dom. 23/12/2007



Com a Lua Cheia a fazer uma "rasante" a Marte, lá fui para o telhado fazer um boneco aos dois, não tendo no entanto conseguido apanhar o par em simultâneo (!).
Condições de observação: Canon EOS 350D com a objectiva Sigma no tripé e algum vento, 1/1000seg., F/5.6, focal 300mm ISO200 e uns pozinhos de perlimpimpim no MaximDL.



Ainda surpreendi um pombo a dormitar no muro do telhado, o flamejante castelo de Palmela e o prédio que explodiu e que já está em reconstrução.


domingo, 16 de dezembro de 2007

Observação na Atalaia - Sab. 15/12/2007



Aproveitando a noite limpa e com a Lua em fase crescente, mas só a 33% iluminada, fui para a Atalaia ainda cedo, por volta das 19:30, tendo encontrado lá já instalados o João Gregório, o Henrique Ferreira e o Filipe Dias, que tinha ido só para testar uma Atik, mas que sem o devido equipamento térmico, tremia de frio e teve que sair cedo, pois a temperatura já rondava os 0 graus.



Depois ao longo da noite, foram chegando mais companheiros bem como o gelo que foi cobrindo o carro todo e o telescópio.



Entre muitos que lá estavam e que não fixei o nome, juntaram-se no recinto o Francisco Gomes, o Luis Evangelista, o Joaquim Rosa e a Ana Sousa, o Rui Tripa, o José Ribeiro, o Alberto Fernando e o Filipe Alves.



Acompanhado da LXD75 e do Newtoniano Orion 8" iniciei observando alguns objectos em modo visual e depois acoplei a Canon EOS no foco primário e insisti em fazer mais algumas fotos rudimentares que aqui anexo para registo gráfico mais do que para show-off, dado que são registos brutos e primários e sem pretensão a mais do que isso (17P/Holmes, NGC869 e NGC884, M81, M97 e M108, NGC1973/NGC1975, M46 e NGC2438, IC432, M1, M65 e M66 e M51).



Ainda refrigerei no tejadilho do 106, uma Hefe Weisbeer de meio litro, que depois devorei com duas sanduíches, já que não tinha jantado e por volta das 03:00 deixei o local, completamente enregelado apesar do fato de neve. As botas ainda não são as apropriadas para aquelas condições, o que é uma coisa a melhorar.