quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Atalaia 26/Jan e sua 3ª. Festa Astronómica 2008

RELATO DA MARIANA da OBSERVAÇÃO na ATALAIA em 26/JAN/2008 :

"" Desta vez chegámos um pouco tarde à Atalaia, aí por volta das 10 da noite. Mal chegámos apontei directamente para a nebulosa de Orion. Cumprimentamos os presentes. Estavam ao todo umas 13 pessoas, eu e o meu pai, o Francisco Gomes, o Alberto Fernando, o João Luís Pedro; o João Gregório, o José Ribeiro, o Filipe Alves, o Paulo Pina, o Marcelo Gracias, o Rui Tripa, o Hugo Silva e o Rogério Ferreira...............

No telescópio do Alberto Fernando estava-se a tentar ver a Sirus b, com uma técnica muito especial chamada o white dwarf revealer xD (isto é uma fitinha, com que se bloqueava o brilho de Sirius, e assim era possível ver a sua companheira). Depois observámos Saturno, tanto no Obsession do Alberto Fernando como no nosso Dob 8".


Entretanto eu fui a para ao pé do José Ribeiro, que estava a espectrografar,que é das áreas da astronomia que mais me fascina. É incrível a quantidade de informação que se consegue extrair da decomposição da luz, a classe espectral, a composição química, a velocidade radial, a distância, a velocidade relativamente a nós, a intensidade dos campos magnéticos, a abundância do elementos, a composição do meio interestelar, a estrutura do sistema estelar (e com isto se existem planetas extrasolares no sistema ou não).


Bem...aqui a je..esteve a a "ajudar" o José Ribeiro (sim porque eu atrapalhei mais do que outra coisa-9 e a bombardear o senhor com perguntas a que ele respondeu com muita paciência). Ele estava a tirar o espectro da Pleione, uma estrela Be que pertence ao enxame das Pleiades. As estrelas Be são estrelas que estão a rodar tão rapidamente que estão à beira de ruptura, à sua volta existe um disco de acreção, que está a emitir radiação. Assim no espectro delas é possível detectar linhas de emissão. O estudo dos diferentes espectros da estrela, permite mapear o disco (porque este não é homogéneo), quando há mais matéria verifica-se uma maior intensidade nas linhas de emissão.


Fomos para casa (a pedido de familiares cheios de sono) por volta da meia noite e meia.......
............... Mariana ""

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Atalaia 19/Jan e sua 2ª. Festa Astronómica 2008

Neste sábado de luar, 19/01/2008, o entusiasmo astronómico e festivo voltou à Atalaia com a presença de 26 novos e habituais amantes da astronomia. É bom observar que, com e sem luar, o local não sendo o excepcional para observações astronómicas, vai atraindo cada vez mais entusiastas.

Quando cheguei, por volta das 20:30, já lá se encontravam alguns Srs. e, até à meia-noite, foram aparecendo os restantes.

Registei as seguintes presenças: Alberto Fernando, Alcino Pacheco, Anselmo Dias, António Moreira, António Santos e Eduardo Santos, Carlos Gouveia, Coto Rosado, Filipe Alves e Rute, Francisco Gomes, Henrique Ferreira, João Gregório, João L.Pedro, José Ribeiro, Licínio Almeida, José Pinto, Luís Evangelista, Marcelo Gracias, Mariana e seu pai Vítor Vargas, Marina Simões, Paulo Pina, Rui Silva, Rui Tripa e Vítor Ferreira.

Foram muitos os equipamentos astronómicos transportados para o local, nomeadamente, telescópios de 15” a 3”, conjuntos câmaras-portáteis. Quanto aos meios de transporte motorizados, estes ocuparam grande espaço do astronódromo Atalaico!

Embora o luar, algumas nuvens altas e a muita humidade tenham afectado as observações mais desejadas, a boa estabilidade ou pouca turbulência permitiu observar pelos telescópios e não só, alguns objectos muito interessantes. Pela observação da Lua, dos planetas, das nebulosas possíveis, da resolução de algumas estrelas duplas e múltiplas e, principalmente pelo contentamento geral, considerei a noite astronómica esplêndida.

Quanto às observações, realço a separação das estrelas Sirius A e B, dedicando-lhes o pequeno “historial” que o momento merece.

Assim:
- Não contando com o Sol, Sirius é a estrela mais brilhante do céu e situa-se a 8.6 anos-luz de distância. É 20 vezes mais luminosa que o nosso astro-rei e, aproximadamente, 2,5 mais maciça. Em 1862, Alvan G.Clark observou e verificou que Sírius é um sistema binário!?. À segunda estrela observada atribuí-lhe o nome de Sírius B, fazendo dele o seu primeiro observador e, simultaneamente, da anã branca que mais perto se encontra da Terra. Sirius B emite uma luminosidade cerca de 10 000 vezes inferior à estrela principal, tem um diâmetro aproximado ao do nosso planeta mas a sua massa é comparável à do Sol.

A parte desinteressante que me muito gosto me dá relatar ! :

- Desde 1894 que têm sido, aparentemente, observadas algumas irregularidades orbitais de Sirius B em torno de Sirius-A, sugerindo a existência de uma diminuta terceira estrela. Actualmente, com os meios ao alcance, a ciência nega a sua existência mas…., futuramente, observando-se ou detectando-se hipotético astro, algum crédito merece a crença ou ciência que foi sendo transmitida secreta e oralmente pelos antepassados do povo Dogon do Mali que, astronautas humano-répteis Nommos, surgidos na Terra à aproximadamente 6 mil anos, oriundos de um planeta do sistema solar Sirius B, lhes deram conhecimento da existência de uma estrela anã vermelha, Emme Ya ou… Sirius C, com apenas um planeta em órbita :)

Foi com grande satisfação que neste sábado, pela primeira vez, muitos de nós amadores resolvemos pelo Obsession de 15” do Alberto a estrela dupla Sirius, com uma pequena mas útil fita preta de plástico a deslizar na ocular e ocultando lentamente o brilho emitido por Sirius-A. O sugerido pelo Prof. Guilherme de Almeida resultou e a separação da dupla até pareceu fácil. Os meus agradecimentos.

O meu desenho da estrela dupla Sirius observada na Atalaia:

Depois…, a observação do bonito alinhamento Marte-Lua, de Saturno, da nebulosa M42/43 em Orion, do enxame aberto NGC 457 (o ET), de alguns relevos e depressões lunares, nomeadamente, segundo o Alberto, de Valis Schroter e Aristarco e da resolução, entre outros, dos sistemas estelares, Algieba, Cor Caroli, Castor, Mizar e Trapézio pelo meu refractor 120mm.

Finalmente…., como os saldos de fim de época de… astros da “feira” semanal Atalaica estão a esgotar (no sábado anterior ainda existiam muitos cometas, galáxias, asteróides, exo-planetas, etc. mas…, neste, já se notou mais a procura do que a oferta:), há que aproveitar, com… céu escuro e com luar, antes da construção da estação do TGV terminal, no rectângulo que, diplomaticamente, nos vão permitindo usufruir ou… “okupar” para observação dos astros e, muito perto, do futuro aeroporto internacional :)

Até breve e obrigado a todos.

domingo, 13 de janeiro de 2008

Atalaia 12/Jan e sua 1ª. Festa Astronómica 2008


Prevendo um interregno entre nuvens e chuva, compareceram em 12/Jan/2008 na Atalaia-B, aproximadamente 2 dezenas de “sectários” da astronomia amadora e do convívio que o Observatório, a céu aberto, costuma propiciar: Alberto, Alcino, Alfonso, Filipe Alves, Francisco, J.Gregório, João L. Pedro, L.Carreira, L.Campos, L.Evangelista, L.Martinho, L.Santo, Mariana e seu pai, e ainda M.Gerhart, R.Tripa e outros Srs. cujos nomes não me lembro.

Tal previsão não pecou por gorada, porque o céu…, com periódicas e insignificantes nuvens passageiras, alguma humidade fruto da evaporação aquífera diurna e outras ascensões que, até às 2 da manhã de 13JAN, se abateu ou “baptizou” para o ano de 2008 os astrónomos amadores referidos e seus equipamentos astronómicos, prendando-os também com sua razoável estabilidade, digo.. pouca turbulência, com magnitudes norte, este e zénite entre 5,5 e 5,8, sul e oeste entre 3,5 e 4,5 (estas para esquecer devido à luminosidade captada, no grande Observatório com tecto totalmente aberto, das… urbes da península e da margem norte do Tejo),… permitiu extrair-lhe em visual e fotos as imagens pré-requeridas ou quase.

Foram muitos os equip. astronómicos transportados para o local: - telescópios, por diâmetro das suas objectivas, de 15”, 12,5“, 12” , diversos de 8, 6, 5, 4 e 3 polegadas, conjuntos câmaras-portáteis-acessórios. Os meus sinceros parabéns à pequena mas “fadada” ou futura grande astrónoma Mariana pela prenda que recebeu do Oriente, com passagem pela Lapónia!!? e... Alhos Vedros, do reflector com montagem Dobson de 8”. Que os presentes, o seu contentamento quando observa os astros e não só, a sua inteligência e bem-estar nunca lhe faltem.

Muitos foram também os objectos observados, destacando, contudo ou… quase, a neb. planetária Esquimó, NGC 2392, as nebulosas de emissão de Orion, M42/M43 com 6 estrelas no trapézio e M78, o duplo enxame aberto de Perseu, NGC 869/NGC 884, os enxames abertos M44, M45 (este com alguma nebulosidade terrestre que, periodicamente, o tornava mais jovem:), o NGC 457 (o tal de ET ora acordado ou equilibrado verticalmente, ora deitado em posição suspeita!:), as galáxias espiral e irregular da Ursa Maior M81 e M82, o nosso grande satélite objecto de grandes observação e estudo de astrónomos e outros cientistas, em crescente e próximo do horizonte, e os planetas Saturno e Marte.

Interessante foi também o enigma apresentado por alguém para eu, o L.Carreira, o J.L.Pedro, a Mariana e o seu pai, de uma vez por todas resolvermos, sobre a hipotética origem ET do “actual” povo africano Dogon do Mali. O insucesso desta vez bateu-nos à porta por falta de meios ópticos e outros equipamentos detectores da estrela anã vermelha companheira de Sírius, Emme Ya ou Sirius-C, porque sem ela, tudo… como dantes ou quase! Oportunamente numa viagem a África para visitarmos o povo Dogon, que… alguns amigos creio, de bom grado, nos patrocinarão, prometemos decifrar tudo e ainda mais..., trazendo alguns amuletos e pedras semi-preciosas que poderão permitir ler isso e... ainda mais longe :)). Enfim…, outras conversas interessantes, boas observações e a boa disposição voltaram a reinar.

Ainda…: ainda não é desta vez que vos apresento imagens celestes para abrilhantar os meus vulgo “famosos” relatos porque, por inércia ou falta de jeito para fotos, a recém adquirida máq. fotográfica 350D ficou em casa a descansar.

Finalmente…, quem desejar, aproveite os saldos de quase fim de época de... astros (há de tudo, cometas, asteróides, exo-planetas, etc. :) da “feira” semanal da Atalaia porque, a curto/médio prazo, com a construção do novo aeroporto, a festa rumará para outro espaço algures na Serra da Arrábida ou grande Alentejo !

Até breve.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Observação de fim de Ano - Dom. e Seg. 30-31/12/2007



Aproveitando o final do ano de 2007 nas terras mais a sul de Portugal e um céu invejável, ainda deu para uns bons disparos com a Canon EOS 350D que aqui reproduzo.




É sempre interessante aproveitar as variações de luminosidade ao fim da tarde e depois o desenvolver da noite, brincando com as sombras e com as luminosidades diversas que se encontram num céu moderadamente escuro.








quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Um Trio Lunar a... Eclipsar ! Quarta-feira 26/12/2007



Confesso que até há pouco tempo, os eclipses dos astros não me entusiasmavam; e porquê ? : por muito que tente não consigo uma explicação ! Andava totalmente "desligado", respeitava mas ria-me, sem aversão ou malícia, de quem perdia tempo a observar tais fenómenos ! Eis quando numa noite, com o local quase repleto de entusiastas, observo na Atalaia uma "espécie de... eclipse" com a sombra da Terra projectada na Lua, oiço o latir/uivar dos canídeos das quintas limítrofes quando das fases (sombra crescente e a decrescer), fico contagiado com todo o ambiente de paz envolvente e... passo a ficar fã incondicional desses assombrosos momentos astronómicos !


Em tempos lembrei-me relatar "reinando", repito sem malícia, com esses fenómenos e com quem os observava.

Ver a parte desinteressante desse relato:) :

- "".....Que, com Lua Nova e, ultimamente outras, até velhas, muitos dos bípedes que rumam ao Astronódromo lat. 38,44ºN e long. 8º,48W terráqueas, fazem-no para tentar regressar às origens que os baniram há milénios por anarquismo astronómico, sitas em planetas que orbitaram/orbitam??! binárias de eclipse e cefeidas com luas e eclipses para todos os gostos, aos comandos de naves cilíndricas equipadas com janelas/espelhos-lentes, algumas com motores e molas propulsoras automáticas e semi-automáticas com e sem portáteis-guia e outros males que, penso, eles sabem, justificarão os fins (a alegria contagiante transmitida quando dos eclípses do Sol e da Lua, dá para entender, em alguns, a suas origens eclipsantes :).... ""


Tudo do supra escrito, somente porque...., hoje 26/12/2007, ao entrar no site Portal do Astrónomo e sua imagem do dia, deparei com algo que me tornou “ortodoxo”-fã desses momentos mágicos: Uma imagem parcial do sistema planetário Joviano, obtida pelo telescópio Hubble, com o trio lunar Ganimedes, Calisto e Io a sombrear ou eclipsar o planeta pai Júpiter!

Ficam os meus parabéns à equipa de astrónomos do referido site pela apresentação desta imagem que considero de sonho.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Observação da Lua Cheia - Dom. 23/12/2007



Com a Lua Cheia a fazer uma "rasante" a Marte, lá fui para o telhado fazer um boneco aos dois, não tendo no entanto conseguido apanhar o par em simultâneo (!).
Condições de observação: Canon EOS 350D com a objectiva Sigma no tripé e algum vento, 1/1000seg., F/5.6, focal 300mm ISO200 e uns pozinhos de perlimpimpim no MaximDL.



Ainda surpreendi um pombo a dormitar no muro do telhado, o flamejante castelo de Palmela e o prédio que explodiu e que já está em reconstrução.


domingo, 16 de dezembro de 2007

Observação na Atalaia - Sab. 15/12/2007



Aproveitando a noite limpa e com a Lua em fase crescente, mas só a 33% iluminada, fui para a Atalaia ainda cedo, por volta das 19:30, tendo encontrado lá já instalados o João Gregório, o Henrique Ferreira e o Filipe Dias, que tinha ido só para testar uma Atik, mas que sem o devido equipamento térmico, tremia de frio e teve que sair cedo, pois a temperatura já rondava os 0 graus.



Depois ao longo da noite, foram chegando mais companheiros bem como o gelo que foi cobrindo o carro todo e o telescópio.



Entre muitos que lá estavam e que não fixei o nome, juntaram-se no recinto o Francisco Gomes, o Luis Evangelista, o Joaquim Rosa e a Ana Sousa, o Rui Tripa, o José Ribeiro, o Alberto Fernando e o Filipe Alves.



Acompanhado da LXD75 e do Newtoniano Orion 8" iniciei observando alguns objectos em modo visual e depois acoplei a Canon EOS no foco primário e insisti em fazer mais algumas fotos rudimentares que aqui anexo para registo gráfico mais do que para show-off, dado que são registos brutos e primários e sem pretensão a mais do que isso (17P/Holmes, NGC869 e NGC884, M81, M97 e M108, NGC1973/NGC1975, M46 e NGC2438, IC432, M1, M65 e M66 e M51).



Ainda refrigerei no tejadilho do 106, uma Hefe Weisbeer de meio litro, que depois devorei com duas sanduíches, já que não tinha jantado e por volta das 03:00 deixei o local, completamente enregelado apesar do fato de neve. As botas ainda não são as apropriadas para aquelas condições, o que é uma coisa a melhorar.









terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Observação - Sexta 30/11/2007 – Atalaia com grande entusiasmo astronómico !


Desde tenra idade aficionado pela interpretação com os próprios olhos e outras ópticas de coisas do além que… brilham nos céus, resolvi há aproximadamente 8 anos aderir à comunidade astronómica amadora para enriquecer o meu curriculum e para, quem sabe, com minhas fúteis observações e reportagens poder captar futuros talentos para a astronomia portuguesa :)). Ficam os meus agradecimentos a todos pela confiança depositada !


Então …, juntamente com as fotos da autoria do Luis Campos, passo a relatar:



Nesta sexta-feira 30/11/2007, o rectângulo da Atalaia fervilhou com a presença de 51 observadores habituais e outros não residentes. Foi a minha segunda visita ao local desde que a entrada foi decorada com um grande portão de ferro tendo, da primeira, quando com ele deparei, augurado futuro difícil para muitos astrónomos e da segunda, já conhecedor do malogrado predito, consegui com algumas peripécias estrondosas, o acesso ao famoso rectângulo astronómico.


Quando cheguei ao astronódromo, já lá se encontravam o José Ribeiro a quem cumprimentei e já estava de saída, o Henrique, o Hugo, o J.Gregório, o J.Nuno e o R.Tripa, tendo mais tarde aparecido o Ulisses, o Alberto, o L.Campos, o L.Martinho e um grupo de professores, alunos e alguns familiares.



Os equipamentos astronómicos transportados para o local foram telescópios: 2 de 12”, 2 de 10”, 2 de 8”, e vários de 6”, 4”, 3”; diversos portáteis e câmaras; um binoviewer e outros acessórios.


Enquanto alguns entusiastas se concentraram em extrair ao céu fotos para a posterioridade, outros foram respondendo ao solicitado pelos novos visitantes. Eu e o meu Dobson 10” todo-o-terreno fomos dos mais inquiridos, só lamentando, sinceramente, não ter programado com a eficácia exigida a observação, atendendo à pouca experiência nestas lides dos novos entusiastas, pois penso que baralhei demais a aprendizagem pretendida. Para a próxima tudo correrá melhor, levarei de casa a lição estudada com 4 ou 5 constelações e estrelas, outros tantos objectos do céu profundo e os planetas observáveis.



Ainda sobre o meu Dobson 10”: Finalmente foi testado a 98% ! Atendendo à sua qualidade ou… redução óptica o mesmo, noutras áreas, revelou-se um todo-o-terreno como nunca vi, servindo de telescópio, banco e cadeira de rodas; enquanto alguns alunos por ele observavam outros, incomodamente, nele se sentavam. Para a próxima, se… alguém me lembrar, até poderei “atar” um mealheiro para ver o que cai para sandwiches, pipocas e coca-colas para os professores!! A tentativa poderá não chegar ao "nível" da futura prospecção de ouro negro ou dourado na Atalaia mas… talvez, quem sabe, algo mais… consumível, desprezível ou… comestível :))


Foram indicadas a olho nu aos professores, alunos e seus familiares a localização, disposição, nomenclaturas, magnitudes, etc. de várias constelações, estrelas e planetas e, pelos telescópios, alguns objectos do céu profundo, ex. Constelações, outros: Ursa Menor e estrela Polar; Ursa Maior e diversas estrelas; Cassiopeia, algumas estrelas e NGC 457 o ET; Andrómeda, várias estrelas e M31, M32 e M110; Orion, algumas estrelas e M42/M43; Perseu, várias estrelas e NGC869/NGC884-duplo enxame de Perseu; Touro, algumas estrelas, M45-Pleiades e Mel 25-Híades. Planetas: Lua, Marte e Saturno. Mais tarde, após a saída dos citados visitantes, lembrei-me, por acaso, de pedir ao João Nuno para testarmos o meu binoviewer WO no seu telescópio LB 12” e, surpresa das surpresas, eles mostraram imagens inesquecíveis de Marte, Saturno, Lua, M42/M43, etc.


Finalmente ... , por volta das 2:30, os últimos resistentes regressaram às suas origens para mais uma semana de labor e convívio mas, para a semana, sem nuvens, voltaremos à Atalaia para "ler" mais alguns astros :)


Obrigado a todos e até breve. Voltem sempre, antes da... construção do novo aeroporto !

sábado, 1 de dezembro de 2007

Observação na Atalaia - Sex. 30/11/2007 - Noite cheia


Em noite de grande enchente no recinto da Atalaia, com a visita de professores e alunos, foi a minha primeira visita ao local desde que está fechado com um portão, tendo-me à entrada cruzado nele com o José Ribeiro, que se retirava.


Encontrei no sitio de observação o Francisco Gomes, o Rui Tripa, o Hugo Silva, o João Gregório, o Henrique Ferreira e o João Nuno, tendo depois chegado também o Alberto Fernando, o Luis Campos, mais outros colegas e o grande grupo de professores e alunos, tendo totalizado no local cerca de 50 pessoas.


Enquanto uns se entretinham na aquisição de imagens, outros testavam os novos equipamentos, como o Meade LightBridge 12" do João Nuno e a binoviwer William Optics do Francisco.


Entretanto, o Alberto e o Francisco fizeram um bela recepção ao grupo de alunos e mostravam-lhes o céu com os Dobson 10" disponíveis e respondiam às suas perguntas.


Fiz mais uns testes com a Canon EOS 350D e o tubo reflector Orion 8" com a montagem LXD75, tendo tido grandes dificuldades no processo de focagem da câmera, quer no foco primário da OTA, quer com as objectivas EF-S 15-55mm e SIGMA DG 70-300mm em modos manuais. Fez tambem muita falta um interruptor eléctrico para o disparo da câmera sem a fazer tremer, o que se nota muito nas fotos. Mas aqui envio alguns exemplares de fotos do cometa P17/Holmes, da M42 e NGC 1975-77, da M31 M32 e M110, da M82, do M46 e da NGC 2438 e da Lua, sem empilhagens nem processamentos.















segunda-feira, 26 de novembro de 2007

17P/Holmes



Como não podia deixar de ser, tinha que colocar aqui uma referência ao cometa surpresa, 17P/Holmes, que na constelação de Perseu tem maravilhado os astrónomos pelo mundo inteiro, seja nas oculares dos telescópios, pelo binóculo, a olho nu, ou em fotos maravilhosas como aquela que aqui mostro e que foi publicada no APOD em 21-11-2007.

sábado, 17 de novembro de 2007

A Canon 350D e as objectivas EF-S 15-55mm e SIGMA DG 70-300mm



Tendo já há cerca de três meses adquirido a reflex digital da Canon, EOS 350D, com o objectivo de ter uma máquina fotográfica semiprofissional e com grandes capacidades para fotos tanto diurnas como nocturnas, dado o seu sensor CMOS de grande sensibilidade, resolvi agora juntar ao conjunto do corpo e da objectiva EF-S 18-55mm fornecida, uma objectiva SIGMA DG Macro 70-300mm F4-5.6, especialmente tendo em mente conseguir não só fotos de grande campo, mas poder obter fotos mais localizadas e com maior zoom de porções do céu especificas.



Esta objectiva é consideravelmente mais pesada e tem claro um campo muito menor que a original fornecida com a máquina e o seu uso já recomenda um tripé, especialmente para uso em grandes amplificações.





Foi uma surpresa os resultados que tenho obtido e que tenho vindo a testar com agrado, especialmente dado o seu preço de cerca de 150 Euros.


Esta objectiva tem uma grande qualidade e vem fornecida com as necessárias tampas das lentes à frente e atrás e um escudo para protecção contra os reflexos na lente frontal.


O seu uso em modo macro é obtido por combinação dos switchs de zoom em foco manual e do switch macro, que obriga à colocação da distância focal em 300mm pela selecção no anel de zoom e depois a focagem manual é efectuada no anel respectivo.


A precisão de focagem em modo auto-focus é bastante boa e tem uma resposta bastante agradável.


Não notei grande aberração cromática na lente, mas outros testes são necessários bem como espero em breve poder fazer testes com o conjunto em pigi-back na montagem equatorial LXD75 e em céus nocturnos.


Coloco algumas imagens do conjunto e do uso das duas objectivas referidas com distâncias focais crescentes, para teste da sua performance.



As três fotos seguintes foram tiradas com a objectiva Canon EF-S 15-55mm a distâncias focais de 18mm F/10, 35mm F/11 e 55mm F/11, ambas a ISO200 respectivamente.


















As três fotos seguintes foram tiradas com a objectiva SIGMA DG Macro 70-300mm F4-5.6 a distâncias focais de 70mm F/10, 133mm F/8 e 300mm F/8, ambas a ISO200 respectivamente.






domingo, 4 de novembro de 2007

Observação na Atalaia - Sáb. 03/11/2007




Ontem, aproveitando a noite óptima de sábado, no fim-de-semana antes da Lua Nova, dirigi-me à Atalaia, tendo encontrado no recinto, por volta das 21:30, os companheiros de observação Francisco Gomes, Luís Evangelista e mais dois outros frequentadores esporádicos, um chamado David e outro que não fixei o nome. Um pouco mais tarde juntou-se a nós o Joaquim Rosa.


O céu estava muito bom e era possível observar muito bem a olho nu o cometa do momento 17P/Holmes, que se apresenta por observação directa como uma mancha circular difusa, quase como uma nebulosa planetária. A sua visão na ocular do Dob10" do Francisco e no meu N8" era pura e simplesmente estonteante. O detalhe leitoso e branco do núcleo e cabeleira circular é espectacular. Estava habituado à sua visão da janela de casa com o binóculo e com o AS4", mas o salto de detalhe e tamanho com o 8" é brutal. Lindo de se ver. Foi perfeitamente visível que o cometa apresenta do lado direito, pela visão na ocular, uma fronteira perfeitamente circular, sendo no lado esquerdo mais difusa a sua fronteira, mostrando claramente a direcção da sua cauda. Certamente o mais belo cometa que já vi pelo telescópio.





O planeta Marte era também um possível alvo a não perder, mas dada a grande distância a que se encontra, ainda tem pouco interesse em observação visual, sendo necessária grande amplificação para poder perceber a sua calote. É uma pena, pois as excelentes fotografias de Marte do Paulo Casquinha, deixam-nos maravilhados.


Gostei particularmente de visitar as belas galáxias na Ursa Maior e a célebre nebulosa no Touro, bem como a mais espectacular nebulosa em Orion. Os enxames de estrelas em Pupis e em Auriga também são de uma visão espectacular. E claro os belos enxames em Cassiopeia e Perseu e a magnífica galáxia de Andrómeda, um alvo que nunca se perde, sempre que é possível observá-lo.




Por volta das 02:00, já o Leão se erguia e a Lua ameaçava aparecer, o vento gélido começou a fustigar-nos a face e era a hora de arrumar e rumar a casa.


Esta noite foi curiosamente uma experiencia única, quase nostálgica, pois foi possível ter no recinto um grupo de entusiastas do céu, em alegre convívio, como nos bons velhos tempos, espreitando unicamente os objectos pela ocular dos telescópios.